
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Malhação placebo

E aí?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Se fode aí - Parte 2

De manhã cedo o dono da pousada, o Zé Buscapé, discutia aos berros com a mãe perto do meu quarto. Tipo: cliente? Se fode aí.
Por mais absurdos que eu veja, a capacidade de me surpreender com novos absurdos parece inesgotável.
Viva a educação!
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Agregando valores
-80 reais a sessão.
pausa dramática
-Ah tá...
-É que além da massagem muscular eu faço alinhamento de Chakras.
-Hum... Você faz só a massagem muscular? É que alinhei os meus Chakras faz pouco tempo. Alinhei e balanceei.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Palhaçada 2016

segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Cansei

segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Explicando tatuagens

quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Cala essa boca, porra!

Hoje na academia [é, estou fazendo academia pra melhorar meu humor] tinha uma criatura patética e feia, falando interruptamente com ninguém e com todos ao mesmo tempo. Claro, as pessoas que falam demais acham que os outros prestam atenção no que elas dizem. Estão muito ocupadas falando, não percebem que quem tem realmente algo importante a dizer não fala por tanto tempo e não faz do seu discurso uma coisa banal, descartável. Porque num determinado momento a fala se torna um incômodo, algo nonsense como um latido, e que para nós [ouvintes involuntários] a única coisa que interessa é que essa pessoa cale a boca, para todo o sempre, se possível.
A mulher fazia esteira e falava, alto, sobre diversos assuntos inúteis: falta de vagas nos estacionamentos de shopping, medo de assalto, limonada, seu fim de semana na casa de praia, no calor, dicas de saúde, chegada da primavera, ânimo para malhar, viroses, receitas de chá para gripe... De vez em quando me olhava tentando puxar assunto. Não dei chance pra diálogo, esse tipo de gente me dá preguiça e antipatia.
Para refletir: falar muito não te deixa mais interessante, ok? Sim, você que fala para caralho é uma pessoa chata para caralho. É grosseiro e invasivo falar demais, ou seja, falta de educação mesmo. Você não tem uma tecla mute, nem volume, nem um x vermelho em cima, portanto, cala essa boca, porra!
terça-feira, 8 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Quidam - Sensação única.

sábado, 29 de agosto de 2009
À Deriva
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Apagando antecedentes criminais

Era piada?

- Carnaval
- São João
- Stock car
Pelo que sei o carnaval existe muito antes da avó do Lula nascer. O São João idem. Se o PT me fizesse o favor de acabar com essas festas por aqui eu ficaria muito grata. O Stock car foi uma palhaçada que teve nesse mês e acredito que ninguém do resto do país tenha sido informado do supereveinto.
Tudo bem que a exibição do programa é gratuito. Mas a produção dessa joça custa muito. Não entendi o propósito, era pra rir?
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Figuração de cu é rôla
Figuração capilar

domingo, 23 de agosto de 2009
Fungando o cangote do Lázaro
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
A vida é bela

Estava no ferryboat, feliz em estar me sentindo tão bem, quando percebi ao meu lado uma menina com uns 4 anos de idade. Notei que ela tinha algum problema mental, falava sistematicmente coisas sem nexo. A mãe, sem sinal de amor, não a olhava nos olhos. De repente deu-lhe um tapa na cabeça. A garotinha não chorou, olhou a mãe fixamente, guardou seu ódio para uma neurose futura e começou a falar repetidamente “sua feia, sua feia, sua feia...” durante uma hora sem parar. Comecei a pensar no ser-humano e nessa merda toda em que vivemos. Mas logo interrompi meu pensamento e lembrei da minha saúde recuperada. Pensei: a vida é bela.
Na rodoviária de Valença havia uma outra menina, essa tinha uma má formação nas pernas, algo surreal. A dobradiça do joelho estava ao contrário, era mais ou menos como um curupira, ou como pernas de gafanhoto. As pessoas passavam e olhavam com curiosidade. As outras crianças [inocentes e cruéis] até paravam pra ver melhor a aberração. A menina do ferryboat continuava apanhando, só que dessa vez levava murros no braço. Logo lembrei o quanto me sentia saudável e pensei: a vida é bela.
À noite, voltando pra Salvador, novamente no ferry, vi 3 dentistas velhos. Todos com aparência de pobres, acabados, corcundas e cansados. Um deles tinha, além da corcunda, uma mega escoliose. Fiquei me imaginando com mais de 50 anos, corcunda, no ferryboat, com uma sacolinha de congresso na mão. Então mudei o pensamento e repeti mais uma vez: a vida é bela.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Abraçando o capeta

Hoje a moça da faxina está gripada. Espero que não seja gripe suína.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Uma camisa de força por favor.

sábado, 8 de agosto de 2009
Numa vibe cu

quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Dica de como evitar um assalto

Hoje saindo da consulta médica fui atravessar a avenida em direção ao shopping. Tenho um radar anti-ladrão, sinto-os a metros de distância. O sinal estava fechado e os dois meliantes vinham na minha direção. Segurei firmemente a bolsa e, como costumo fazer nessas situações, encarei os dois vagabundos com um leve sorriso e olhar de louca [exatamente essa cara do Jack Nicholson, só ficou faltando o palito de fósforo aceso na boca]. Eles passaram por mim e tentaram assaltar umas meninas logo na frente. Essa técnica sempre funciona. Certamente pensam que sou maluca e desistem do assalto.
Fica a dica.
P.S.: Se não conseguir fazer cara de Jack Nicholson essa da Regina Duarte também serve.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
A paciente extraterrestre

sexta-feira, 31 de julho de 2009
Ray Caesar

quinta-feira, 30 de julho de 2009
Enquanto isso, no salão de beleza...

quarta-feira, 29 de julho de 2009
Sei não, hein?

segunda-feira, 27 de julho de 2009
Freud, socorro!

Bom, o que pude entender é que vamos criando camadas de caráteres neuróticos a fim de esconder algo que nem nós mesmos temos consciência. Eu já percebi que sou uma verdadeira cebola blindada. Me identifiquei com o caráter narcisista [namoro homens mais jovens na tentativa de dominá-los, essa é uma explicação do Reich sobre o caráter de mulheres narcisistas], tenho complexo de superioridade e traços de sadismo [vide figura do blog]. Porém isso tudo é uma blindagem tentando esconder um complexo de inferioridade e alguma fobia infantil.
Pensando sobre isso lembrei que me achava burra quando criança. Fui perseguida por uma professora de matemática no primário. O pior é que tinha tanto pavor daquela gorda dos infernos, que nem contava aos meus pais por medo de retaliações. O que faz uma professora perseguir uma menina de 7 anos, tímida e quase muda? Acho que ela não gostava da minha timidez, e do fato de eu ser mais bonita que a extrovertida e também gorda, filha dela [que pra meu azar era minha colega de classe].
Lembro-me que nas festas juninas da escola a filha-protótipo-de-baranga da professora era sempre a rainha do milho ou a noiva na quadrilha e eu, como sempre tinha mais meninas que meninos na sala, tinha que me travestir de homem e fazer par com outra menina. Detalhe: eu era magrinha, pequena, loirinha e frágil. Por que logo eu tinha que ser homem? Minha vingança se limitava em desenhá-la gorda e feia com uma verruga no sovaco. Depois passei a ter desejos de torturá-la, passava as aulas de matemática imaginando como matá-la com requintes de crueldade. Além dessa infeliz “educadora” obviamente aconteceram outros fatores que moldaram o meu caráter neurótico.
Cheguei a fazer terapia e hoje, vejo que, sinceramente, não passaram de bate-papo entre comadres. Depois freqüentei psiquiatras que explicavam tudo quimicamente e resolviam tudo na base de medicações.
Eu gostaria muito de ressussitar Reich [complexo de superioridade: Ana Luiza = Deus], ou Freud pra me dar um help. Me indicaram uma psicanalista, vou ver no que é que dá.
Universo: coisa de louco.

sexta-feira, 24 de julho de 2009
Mania de perseguição - Parte II

quinta-feira, 23 de julho de 2009
Se alguém quer matar-me de amor...
Quem não gostar, tô pouco me lixando.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Escuta, Zé Ninguém!

Vamos por partes: “Você é muito provinciana, eu diria de forma mais precisa: uma tabaroa.Já incorporou o espirito do povo de Valença. Acho melhor se contentar com Candeias”. Nesse trecho podemos observar um rancor pessoal, o objeto do seu ódio sou eu e o motivo foi eu ter moderado um comentário inútil e mal escrito que o Zé Ninguém postou. Provavelmente achou que eu iria concordar, mas, sorry, achei uma merda. Muito metido a sabichão [de onisciente já basta Deus, Mr. Google e o Jô Soares, né?] era um tratado sobre as cidades do interior da Bahia e blá, blá, blá, ZZzzzzzzz.... isso o frustrou. Então, segundo Reich: “... é típico do caráter compulsivo de ordem pedante... ele vive de acordo com um padrão irrevogável e preconcebido. Uma mudança na ordem prescrita causa pelo menos uma sensação desagradável. Nos casos que podem ser considerados neuróticos, uma mudança provoca angústia”.
Já nesta outra frase podemos ver traços de histeria:
“P.S. Gosto muito do seu Blog”
Reich afirma que: “O tipo de caráter histérico. No caso dos homens, além da delicadeza e cortesia excessivas, também aparece uma expressão facial e um comportamento femininos”.
No último trecho do comentário do miguxo podemos notar um certo sentimento de inferioridade e uma admiração excessiva pela minha pessoa.
“P.S.(2) Sei que esse comentário não vai ser postado, vc é muito vaidosa.”
Escuta, Zé ninguém, realmente você é complicado hein? Gosta do meu blog, mas me acha provinciana, confuso não?
Resumindo o diagnóstico: Compulsivo, histérico, torcedor do Bahia [pra quem não conhece é um time da terceira divisão], passa o carnaval ralando a tcheca no chão, no São João sacode o feofó ao som do Aviões do Forró, levou um corno feio em Valença [especificamente em Guaibim] e votava no ACM.
Prognóstico: Péssimo.
Tratamento: Correr 3 vezes por semana na orla da Pituba, comer 2 fatias de torta de chocolate da Doces Sonhos e aos sábados uma dose dupla de whisky no Bambara, pra ir relaxando a musculatura do esfíncter anal, sair do armário e ser feliz. Atenção, se nada disso surtir efeito: Demerol, na veia.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Dois anos sem Toninho Malvadeza

Enganando o córtex cerebral com chocolate

domingo, 19 de julho de 2009
High Society da dinzgraaça

sexta-feira, 17 de julho de 2009
Vou picá-le a dizzzngraaaça

Ame e dê vexame

segunda-feira, 13 de julho de 2009
Vidente x 4 dentes

domingo, 12 de julho de 2009
Trocando a macumba por uma viagem

sábado, 11 de julho de 2009
Ê Ê misifi!

quinta-feira, 9 de julho de 2009
E o freakshow continua...

Homem bom é homem morto

segunda-feira, 6 de julho de 2009
Coisas que me assustam

- Criancinhas,
- Indumentárias sinistras dos judeus ortodoxos,
- Maria Rita e sua dança oligofrênica,
- Dani Carlos, o espantalho cantante,
- celulite no braço, principalmente se for no meu braço,
- a lingua do senador Heráclito Fortes e ele como um todo,
- Wanda Chase, repórter e alienígena,
- o ego da Susana Vieira.
PS: Eu estou com celulite nos braços.
domingo, 5 de julho de 2009
Untitled

sábado, 4 de julho de 2009
Tin huan premier disaineer?
Zen total

quinta-feira, 18 de junho de 2009
Vingança

Hoje acordei meio totalitarista

Então, vocês com QI inferior a 110, chicleteiros, iveteiros e similares, vocês que lêem Paulo Coelho, Sabrina, livros de auto-ajuda, assistem a dança dos famosos, ouvem Victor e Léo, votaram no Lula, acreditam no PT e cometem erros ortográficos grosseiros não me dirijam a palavra, estamos combinados assim?
Olha como sou feliz!

Uma coisa que me deixa puta, de saco cheio, mal-humorada são as malditas frases do dia. Caraio maluco! Todo mundo feliz! [Bom dia sol! Fazer o bem sem olhar a quem! A vida é bela! Deus ajuda quem cedo madruga!] E por aí vai. O grande clichê da alegria eterna. Tipo, tá vendo como eu sou feliz? Tudo bem que isso é um motivo banal pra eu perder meu tempo me irritando, mas essa necessidade de demonstrar felicidade como se a vida fosse uma grande revista Caras me deixa indignada e achando, cada vez mais, o ser humano uma verdadeira besta.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Dinheiro, o segredo de quem não tem

Ele deu um exemplo que achei hilário. Se você colocar 50 reais na poupança e deixar lá esquecido por 70 anos, você terá acumulado 1 milhão de reais. Beleza, pra desfrutar dessa grana tem que torcer pra viver muito, praticamente ser o Matuzalem. No meu caso se eu investisse essa quantia agora teria que viver mais de 100 anos. Tudo bem, minha avó Dedé viveu até os 102, mas tinha Alzheimer. O que fazer com 1 milhão de reais aos 102 anos e com Alzheimer? No mínimo iria rasgar o dinheiro.
Outra dica que achei ridícula foi de como entrar numa loja para comprar algo. Nunca demonstre interesse pelo objeto do desejo, faça aquela cara de bunda de quem comeu e não gostou, peça uma cor que não tenha, ou seja, dificulte a venda pra depois pedir um bom desconto. Tomanocu! Nunca faria esse papel de filho da puta. Quer comprar compra, não quer vai embora, agora ficar representando? Sem condições. Acho a avareza disgusting, cafona, vergonhosa e lamentável.
Se ser rico é se privar a vida inteira pensando numa velhice confortável eu prefiro ser pobre mesmo. Sou mais o Jorginho Guinle, queimou sua fortuna até a última ponta, se divertiu horrores, pegou a Ava Gardner e morreu phyno no Copacabana Palace. Isso sim é ser rico e pensar como rico.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
sobre pés e sapatos

sábado, 6 de junho de 2009
Budapeste - o filme

quinta-feira, 4 de junho de 2009
Elaine
Eu tinha uns 20 anos quando a conheci. A pobre pegava pesado no batente. Tinha uma patroa pra lá de filha da puta. Minha ex-sogra tinha TOC e mania de limpeza. Era completamente desequilibrada, dona Laura, aliás, Laura é nome de mulher maluca. Naquela época eu dormia 2 dias na semana na casa de Ricardo. Minhas aulas acabavam tarde e ele morava perto da minha faculdade.
Eu sentia carinho e vontade de ajudar Elaine, ficava passada com os maus tratos que ela sofria. Sempre que eu estava lá, a chamava pra assistir TV comigo, fomos ficando amigas. Dava aula de português pra ela, pois mal sabia assinar o nome. Depois passei a cortar e fazer permanente afro em seus cabelos pra melhorar sua auto-estima. Dona Laura achava isso muito estranho.
O namoro acabou e fiquei um tempo sem ver Elaine. Mas ela não me esquecia, virava e mexia aparecia na minha casa de surpresa, com alguma novidade. Colocara dona Laura na justiça do trabalho. Bem feito.
Anos depois apareceu com mega-Hair e toda fashion. Tinha ido trabalhar na Áustria, sambando pra gringo ver.
Depois apareceu grávida, sem ter pra onde ir. O pai da criança negava a paternidade. Levei Elaine pra casa e dei um emprego temporário no consultório [pois eu já tinha uma funcionária contratada] até a criança nascer. Nasceu uma menina e ela deu o nome de Ana Clara [Ana pra me homenagear]. Queria que eu fosse madrinha, mas eu nunca tive saco pra esses rituais católicos e falei que isso não era importante.
Elaine foi se virando, arranjou emprego e comprou uma casinha no interior. Os anos passavam e Elaine surgia de vez em quando com um presentinho pra mim. Ela aparecia sempre sem avisar, eu nunca tinha nada pra oferecer, só aceitava o presente, colocávamos o assunto em dia e lá ia ela, até qualquer dia.
Não vejo Elaine há uns 4 anos e essa semana pensei muito nela, queria que ela entrasse em contato. No dia seguinte tive a notícia que ela estivera me procurando no endereço do antigo consultório. À tarde recebo um telefonema, era Elaine, disse que tinha perdido meu telefone mas que agora já tinha achado o meu rastro.
Elaine agora é empresária, trabalha com alguma coisa ligada ao Pólo Industrial Petroquímico, Ana Clara tem 8 anos e ela, aos 30, ganhou seu primeiro milhão.
Pasmem!
Elaine pediu o número da minha conta bancária e disse que queria me dar um presente, que era surpresa, que eu era muito importante pra ela e que no dia seguinte eu fosse tirar um extrato.
Fiquei sem ação, feliz por ela, sem jeito com a oferta, mas aceitei. Ô! Né não? Meu pai ainda cogitou a possibilidade dela estar louca e ser tudo uma alucinação.
Fiquei com insônia, tomei 2 comprimidos de olcadyl e rolei na cama fazendo uma retrospectiva das nossas vidas.
No dia seguinte, na hora marcada, estava lá, uma generosa quantia na minha conta.
Domingo ela e Ana Clara vêm me visitar.
Ela vem com o motorista, pois ainda não sabe dirigir.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Olá, como vai?

quinta-feira, 28 de maio de 2009
Se fode aí.

Na Bahia, nem japonês funciona.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Quero ser Amélie Poulain (ela é tão boazinha)

sábado, 23 de maio de 2009
Adios Faixa de Gaza!

sexta-feira, 22 de maio de 2009
Uma noite de cão

Decidimos que Lola dormiria do lado de fora e Eros dentro de casa, numa almofadinha, porém os cães não concordaram com nossas decisões. Eros começou a encher o saco querendo subir na cama, Lola latia sem parar querendo entrar em casa. Carol dormiu feito uma pedra em questão de segundos e eu, acabara de perceber que tinha me ferrado, com meu sono problemático lutava sozinha tentando colocar ordem no canil.
Voltei para cama o grilo voltara a cantar. Levantei com a lanterna do celular e fui seguindo o som até achar o danado atrás de um pufe. Esmaguei o miserável com um só golpe de sandália [vai cantar no inferno, merda].
Finalmente deitei na cama, exausta. Silêncio total. Aí me toquei que o grilo estava calado, sem vida. Perdi o sono.
domingo, 17 de maio de 2009
Gastronomia minimalista soteropolitana

sexta-feira, 15 de maio de 2009
A maldade é hereditária

quarta-feira, 13 de maio de 2009
When she says hello to the world...

segunda-feira, 11 de maio de 2009
Como exterminar uma celebridade

domingo, 10 de maio de 2009
Back to the future

quinta-feira, 7 de maio de 2009
Vacaciones

sábado, 2 de maio de 2009
Ato Institucional

Em primeiro lugar mandaria passar um rolo compressor naquela cidade de merda, transformaria tudo num grande estacionamento. Depois construiria um circo e as atrações seriam os cidadãos candeienses que sobrevivessem ao massacre. Teriam vária Mongas [mulheres-gorilas] e mulheres barbadas. Os malucos, ladrões [incluindo os vereadores] e a prefeita ficariam presos numa jaula. A população dançaria arrocha 24 horas por dia até morrer de tanto sacudir o feofó, os ciganos [aquele pessoalzinho não chegado a um banho e preguiçoso] seriam responsáveis pela limpeza da área. Colocaria todos os moto-boys no globo da morte e os locutores dos carros de som teriam que engolir o megafone, pelo menos um por dia. Construiria uma cerca elétrica para impedir a fuga da população, trancaria o portão e jogaria a chave fora. Ah! Antes de sair faria uma participação especial arremessando facas em algum voluntário da platéia.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Sobre moda e beleza

Abandonem o salto alto [faz mal à coluna, e se você é baixinha, não se iluda, nunca deixará de ser, no máximo será uma nanica de salto alto].
Mandem a Kérastase, Lancôme, MAC, Clinique, Keune e Givenchy pra casa do caraio. Dá no mesmo que usar, Palmolive, AVON, Colorama, leite de aveia Davene, te juro, é o mesmo efeito, muito mais econômico e os homens não percebem a diferença.
Digam sim às pantufas e túnicas. No verão, túnicas leves e sandálias Havaianas, no inverno, capas de chuva e galochas. Burca nos casos em que a incógnita seja necessária. Conforto e bem-estar acima de tudo!
Pensamento do dia: A moda é efêmera, a beleza também. Mais feios que rugas, papadas e flacidez são: a aflição de espírito, o rosto botulínico sem expressão, a boca rígida de silicone, as bochechas duras à moda Fofão, a fimose naso-labial causada pelos preenchimentos com Restylane e os olhos repuxados por lifting.
Ser uma Barbie idosa não fica bem nem para a Vera Fischer.
domingo, 26 de abril de 2009
Anti-social Club Band

sábado, 25 de abril de 2009
What the hell is that????

quarta-feira, 22 de abril de 2009
Ma ma ma... que porra é essa???

Tédio

segunda-feira, 20 de abril de 2009
Intimidade X individualidade

Dali de Salvador

domingo, 19 de abril de 2009
Ah! Bruta flor do querer...

quinta-feira, 16 de abril de 2009
Mania de perseguição

Primeira providência: apagar essa joça de histórico. Tudo bem que "eles" devem ter uma cópia.
Depois fui apagar minhas contas do facebook e do orkut. Uma luta! O facebook parece uma operadora de telefonia que te faz mil perguntas e propostas pra você não excluir a sua valiosa conta. Quando não tem mais jeito e você confirma que realmente deseja sair, aparecem umas fotos dos seu amigos com uma frase: fulaninho vai ficar muito triste com a sua saída. O orkut já faz mais de uma semana que tento apagar e nada, ta lá Highlander, Fênix ressurgida das cinzas. É óbvio que o Mr. Google sabe que sou viciada no orkut e não exclui minha conta. Deve existir um sistema em que os usuários que acessam com muita frequência estão fadados a ter uma conta eterna, imortal. Vou ficar velha, morrer e meu profile vai estar lá. Desisti, resolvi deletar pessoas [já que não posso me deletar] depoimentos e fotos pra passar despercebida, anônima.
Até esse blog aqui ta me deixando com uma pulga atrás da orelha... sei não hein?
segunda-feira, 13 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
Budapeste

Freakshow

Cena 1: Sete horas da manhã de sábado chuvoso na rodoviária de Salvador. Pessoas especialmente horrorosas e mal vestidas passando de um lado para o outro. Tipos de feiúra para todos os desgostos. Sentei no salão de embarque ouvindo meu mp4 pra ver se me acalmava e se conseguia sentir um pouco de amor ao próximo. De repente uma senhora me cutuca pra saber as horas, detalhe: existe um relógio no meio do salão com uns 2 metros de diâmetro. Ok, respirei fundo, respondi e embarquei antes do horário do ônibus sair. Sentei afastada pra ter um pouco de paz e ouvir minha música sossegada. Na minha frente havia um casal de pombinhos monstros apaixonados. Ela vestida como manda o figurino dos sem-noção [camiseta de visco lycra cobrindo metade da pança e pança dependurada na calça jeans strech atochada no rego. Nos pés uma sandália plataforma feia de doer com um joanete indecente me encarando e apontando para o lado]. Ele alisando o pezinho dela. Corta.
Cena 2: Meio-dia na rodoviária de Candeias, chuva torrencial, uma mulher-macho de bermuda cargo poída, camiseta de propaganda política, cabelos duríssimos ensebados presos num rabo de cavalo sentou-se ao meu lado e tirou uma jaca da sacola. Acho que era jaca mole pois na rapidez em que comia presumi que não mastigava. Na mesma velocidade em que engolia a jaca arremessava os caroços com força para todos os lados, sem se importar com quem estivesse na frente. Comeu a jaca inteira em menos de oito minutos, arrotou e disse: hoje tô a fim de beber. Corta.
Cena 3: Sentei na poltrona 21 e ao meu lado sentou um portador de necessidades especiais [dentre essas necessidades podemos listar um banho completo com sabão, shampoo e desodorante] acompanhado de sua super-muleta e seu super-fedor. Aumentei o volume e cantei mentalmente all we need is love. Cheguei em Salvador às doze e quarenta e ainda tive que esperar alguns minutos até a criatura dominar sua muleta, se virar sozinho numa poltrona apertada, se equilibrar em pé e, finalmente, conseguir sair do ônibus. Corta.
Cena 4: Domingo de sol, fui andar na praia em frente de casa. Só para situar, a praia de Piatã era uma das praias mais bonitas de Salvador até quando um prefeito burro para caralho chamado João Henrique resolveu detoná-la. Como? Demolindo os quiosques de piaçava da orla e construindo no lugar casas de tijolos com 3 cômodos e área de serviço ocupando uma área 3 vezes maior que os antigos quiosques. Transformou barracas de praia em moradia de barraqueiros. Não satisfeito, destruiu a vegetação local, o que causou uma erosão filha da puta. Finalmente sua cagada foi incrementada com o desmoronamento de parte do calçadão. Resultado: a obra foi embargada pelo IBAMA e há 3 anos essa merda virou uma espécie de favela à beira-mar, com direito a gato de eletricidade, barraqueiros pedintes, telhado de zinco, tapumes de madeirite, papelões e outros adereços mais. Outro detalhe: o desgraçado foi reeleito. Caminhando pela praia avisto famílias e mais famílias de farofeiros. Logo de cara fui abordada por um “garçom” de trancinhas me convidando para sentar em sua barraca, perguntei se era a que estava tocando uma música medonha e disse não obrigada. Tinha de tudo, hipopótamos de fio dental, futebol na areia até perder de vista, vendedores ambulantes enchendo o saco, ciganas desdentadas querendo ler a sorte e rogando praga, saci pegando jacaré e tudo isso acontecendo ao som do Fantasmão. Fui persistente, fiz minha caminhada, constatei mais uma vez que preciso dar o fora de Salvador.
Pode ser muito curioso essa miscelânea vista no cinema ou narrada pela mala da Regina Casé, é como ir ao zoológico e ver animais exóticos, mas na vida real a estética da pobreza é bizarra. Não há nada de digno na cultura da miséria e da ignorância.
terça-feira, 24 de março de 2009
Pensamento elevadíssimo!

quarta-feira, 18 de março de 2009
Eu acho uma merda - Parte 2

terça-feira, 17 de março de 2009
O lado ruim das coisas boas

Acho que ele esqueceu que temos o mesmo tempo de formados, que formamos na mesma Faculdade e que cada pessoa tem sua forma de trabalhar. Não vou me transformar no dr. Alexandre depois de 11 anos como dra. Ana Luiza.
Terminou a ligação dizendo que tem boas notícias para mim e que está muito animado com a nossa parceria.
segunda-feira, 16 de março de 2009
O lado bom das coisas ruins
Comecei a trabalhar num consultório de um amigo, ex-colega de faculdade, num bairro chamado Pau Miúdo. Fui acompanhada do meu pessimismo habitual achando que não iria gostar de lá. Para minha surpresa foi uma manhã agradável, a secretária se chama Lúcia, muito simpática e competente, é uma auxiliar multi-uso, faz tudo. Achei ótimo, um consultório com mais de uma secretária é sinônimo de fofocas. Atendi durante a manhã e depois fui até o ponto de ônibus com Lúcia me acompanhando como um guarda-costas-dama-de-companhia, pois eu não conhecia o bairro (que por sinal é muito feio) e não fazia a mínima idéia de como sair de lá. É impressionante como atraio lugares horríveis para trabalhar.
Deixem-me aqui quieta com minha bicicleta, minha Yôga, minha praia aqui do lado, o Pau Miúdo, a Faixa de Gaza... Não vamos piorar as coisas!
Boca maldita

sábado, 14 de março de 2009
Eu acho uma merda.

os excomungados se importarem com isso,
o aumento de salário do STF,
o BBB 9 bater recorde de audiência,
ouvir o Lula dizer que a crise é uma “marolinha”,
saber que “vai buscar Dalila” foi eleita melhor música do carnaval,
essa onda de garotas classe-média querendo ser clown,
a festa de 80 anos da Hebe Camargo,
miguxas dizendo "eu te amo" umas às outras o tempo todo pela internet,
o Pedro Bial e suas correspondências pré-paredão,
o figurino do Fausto Silva,
ler que o aniversário da filha do Didi foi super-bacana,
o verão em Salvador,
a peça A Bofetada,
as dicas de moda da Glória Kalil,
torcedores corinthianos,
Chicleteiros,
conhecer o novo namorado da Suzana Vieira,
a reforma da língua portuguesa,
a Maria Rita,
o Padre Fábio Melo,
gente cafona,
o Tom Zé cantando ou faland0
Acho uma merda achar uma merda.
Soltando os cachorros

Enquanto eu atendia um paciente vi o vulto da assombração passar pelas minhas costas, virei e era o próprio, com um papel na mão dizendo que queria conversar comigo. Só em ver aquela cabeça chata sem pescoço me deu uma irritação imediata. Quando terminei o atendimento fui falar com a criatura.
Queria que eu assinasse um contrato indecente que logicamente só beneficiava a ele. Fui curta e grossa: não vou assinar nada, estou indo embora. Ele ficou nervoso e começou a alterar a voz, dizendo que todos os dentistas assinaram e que eu tinha que assinar, eu alterei a minha também e repeti que não iria assinar. Falou que o profissional tem que se adequar às normas da empresa e não o contrário. Eu disse que como não me adequava estava indo embora. Ele perguntou porquê (já gaguejando, ele gagueja quando fica nervoso) respondi que não estava satisfeita em trabalhar lá, que todos os dias saía da clínica com enxaqueca e torcicolor, que não gostava de ter câmeras ou informantes vigiando a hora que eu chegava e saía da clínica, que eu não iria trabalhar mais de 8 horas por dia como ele queria, que ele tinha mania de perseguição, que era culpado por todas as fofocas que surgiam na clínica, que ele era um mentiroso, charlatão e eu não iria ser conivente com a desonestidade dele. Enquanto eu falava ele interrompia com sons do tique nervoso, um tipo de mini espirro (guinf, guinf) e com sílabas soltas e repetidas (vo vo vo vo cê cê cê cê...)
Eu me empolguei, bati a mão no balcão e aproveitando a gagueira dele esbravejei: deixa eu concluir!
Me mostrou o contrato e pediu que eu assinasse. Eu falei que se ele estava com medo de eu colocá-lo na justiça que ele poderia ficar tranquilo. Ele respondeu: nãnãnãnã não é nad da da da da da disso! Nã nã nã não temos vínculo trab b b b b b ba lhiiiiiiiiiista. Respondi com tom de ironia: você está enganado... Precisa se informar! Dentista tem direitos como qualquer trabalhador, e se você exige como um patrão tem que ter obrigações de patrão também. O flat head arregalou os olhos e ficou em silêncio.
Mais uma vez pediu pra eu não sair da clínica, fez uma cara de bonzinho, de amigo, de gente boa. Eu disse que iria pensar. Ele é um bom político. Mente bem e crê na sua própria mentira. Tem carisma, comove. A gente quase acredita nele. Quase.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Força do pensamento

quarta-feira, 11 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
Cortem as cabeças, mas antes torturem!!!

Só um lança-chamas, uma bazooca, um rolo compressor, um tanque de guerra, a guilhotina...
segunda-feira, 9 de março de 2009
Bicicletando

Elevando o pensamento

quarta-feira, 4 de março de 2009
Eu sou normal!!!

segunda-feira, 2 de março de 2009
Cronicamente inviável
Sentei no divã e desatei a falar, disse que quando era criança era extremamente tímida, distraída e me achava burra. Hoje sou mais extrovertida, continuo distraída e acho todo mundo burro. Falei da minha falta de foco na profissão, da minha irritação, da falta de saco generalizada para tudo e todos e de diagnósticos dados anteriormente por outros psiquiatras: Transtorno Bipolar do Humor, DDA, Depressão... O médico anotou tudo e me fez algumas perguntas. No final da sessão me informou que não tinha fechado um diagnóstico. Precisava de mais tempo e eu teria que retornar mais duas vezes (sem precisar pagar nova consulta). Disse também que não ía me passar nenhuma medicação, o que me deixou bastante frustrada. Queria uma pílula mágica de alta tecnologia que me ajudasse a sair desse estado letárgico, infeliz e desfocado em que me encontro.
Tudo bem, pelo menos ele estava sendo honesto. Talvez precisasse de uma junta médica pra desvendar meu cérebro tão confuso, ou então a minha patologia desfocada tenha também tirado o foco do próprio médico. Ele pediu pra voltar na quarta-feira e se despediu de mim.
Saí da clínica e peguei um ônibus Vilas do Atlântico de volta pra casa. Ônibus cheio, tive que sentar no fundão ao lado de dois homens fedendo a suor. O calor estava i-na-cre-di-tá-vel! O fedor de murrinha de gente suada tomava conta do ambiente. Assim que entrei no ônibus vi que tinha um sujeito cantando e tocando violão, inicialmente achei que fosse música de crente e pensei: me fodi! Viagem longa, ouvir música evangélica até em casa seria demais pra mim. Logo percebi que era mais um desempregado tentando ganhar algum dinheiro entretendo os passageiros. Pra minha sorte a música não era ruim. Ele cantou Tim Maia, Zé Ramalho... tudo bem que ele semitonava algumas vezes, mas não chegava a desafinar por completo.
Ao meu lado estava sentado um brucutu bastante suado comendo amendoins e obviamente jogando os restos pela janela ou no chão do ônibus.
Fui pensando na minha consulta e querendo adivinhar qual seria o veredicto final. Será que o médico não viu nenhum problema comigo? Talvez a solução seria eu ganhar na mega-sena e não precisar mais trabalhar na Faixa de Gaza, nem ser explorada pelos donos de clínicas ou pelos planos de saúde. Talvez eu precisasse viver num lugar menos calorento onde os ônibus fossem menos cheios e mais limpos e as pessoas mais cheirosas. Um lugar de pessoas não tão alegres com tanta necessidade de sacudir o feofó o tempo todo. Um lugar onde os profissionais de saúde e as pessoas que trabalham de verdade tenham mais valor que qualquer cantor de quinta categoria como Ivete Sangalo ou Bel Marques. Um lugar sem carnaval, sem música sertaneja, sem Fausto Silva aos domingos, sem revista Caras. Um lugar onde os carros buzinem menos e não tenham adesivos colados do tipo: "eu acredito em duendes" ou "Deus é fiel".
Um lugar em que os toques dos celulares não sejam músicas do Psirico. Onde seja crime cuspir ou mijar nas ruas. Onde as catástrofes naturais ou desgraças pessoais também sejam consideradas obras divinas e sejam dadas "Graças a Deus" pelos religiosos. Um lugar onde os vendedores ambulantes falassem mais baixo e não encomodassem tanto a nossa viagem. Um lugar com ar-condicionado central nas ruas e sol mais ameno. Onde a corrupção fosse tratada como crime inafiançável e punida com prisão perpétua. Um lugar em que eu não me sinta protagonista do filme "Cronicamente inviável" do Sérgio Bianchi.
De qualquer forma esse local não existe, pelo menos para mim. De repente quarta-feira o médico possa prescrever um remedinho que me deixe bem feliz, focada e com esperança no futuro! Eu creio no foco e na tecnologia.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Foco - parte 2

Quando cheguei resolvi focar no trabalho, mas o compressor estava desfocado e não funcionou, cheguei na recepção e uma maluca totalmente sem foco entrou falando coisas desconexas e me mostrou suas gengivas lisas com o dedo. Ainda foquei na boca da criatura mas logo perdi o foco, ela se ajoelhou e levantou as mãos para o céu enquanto passava mais um carro de som, dessa vez tocando uma música histérica da banda Calypso.
Bom, depois dessa manhã difusa e improdutiva resolvi pegar meu rumo bem focado de volta pra casa. Contudo, não desisti. O foco existe e eu creio nele.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Simbora ê, Simbora ô lelelele ôo...

As cantoras do axé achando que são deusas ou rainhas. A TV local transmitindo em tempo integral, em formato peculiar de conversa entre comadres, o grande acontecimento do carnaval. Os moradores da cidade ilhados e sendo tratados como prisioneiros de guerra, o comércio paralisado e quem não gostar que se dane.
Fica a dica: os incomodados que se mudem porque ano que vem tem mais.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Vergonha alheia







Ivete, Carlinhos Brown, Wanda Chase, Claudia Leite, Marrom, Patrícia Nobre, Bel Marques, Tomate, Durval Lélis, Daniela Mercury, Xanddy & Carla Perez, Márcio Victor, Gilmelândia (sim isso é um nome) Preta Gil, Emanuelle Araujo, Saulo, Banda Jamil, Netinho, Fantasmão, André Lélis e foliões em geral:
eu sinto vergonha por vocês.
PS: se esqueci de citar alguém, peço desculpas.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
A VIVO estará agradecendo.

- Bom dia Dona Ana! Aqui é da VIVO, você foi selecionada para participar da promoção VIVO controle! Quanto a Sra. gasta por mês em recarga?
- Nem sei... (com a boca cheia de pão).
- Então Dona Ana, com apenas 34 reais por mês a Sra. estará ganhando 250 reais em bônus para ligações locais e de VIVO para VIVO. Além de estar podendo trocar seu aparelho por apenas 10 reais! Podemos efetuar a transação? Pode confirmar seus dados?
- Sim, cpf, nome completo, nome da mãe, blá blá blá... Mas tem um problema, eu já tentei fazer esse plano e fui negada, pois tenho restrições no serasa...
- Mas a restrição está ligada à operadora VIVO?
- Não.
- Então não há problema, você foi SE-LE-CIO-NA-DA!
- Tudo bem, eu tenho interesse (já animada).
- Estarei transferindo essa ligação para o nosso controle de qualidade, é só aguardar na linha que um dos nossos funcionários irá lhe atender.
- Tudo bem.
(pausa)
- Bom dia Dona Ana! Para a sua segurança a sua ligação estará sendo gravada (e repete todas as informações dadas anteriormente pela primeira funcionária). Pode confirmar seus dados?
- Sim, cpf, nome completo, nome da mãe blá blá blá...
-Um momento por favor.
(pausa)
- Olha Dona Ana, existe uma restrição no serviço de proteção ao crédito no seu nome, mas assim que a senhora regularizar essa situação entre em contato com a VIVO através do número *9000 e estaremos efetuando essa transação. A VIVO agradece e tenha um bom dia.
(pausa dramática)
-Ah é né? É assim, né? Beleza. E agora que meu café esfriou?
Foco

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Tirem os pés do chão e cortem as cabeças!

Cortem as cabeças! Do Evaristo e da cantora!
Ela disse que gosta muito de cinema, mas não gosta de ler porque não consegue se concentrar, apesar disso é uma pessoa muito antenada, está ligada em todas as notícias! Principalmente as curtas e rápidas. Além de se esgoelar em cima do trio-elétrico curte fazer uma faxina, adora lavar pratos, e é especialista em arear panelas de pressão sujas de feijão. Uau! Essa diva é mesmo muito prendada!
Uma matéria assim tão importante não poderia acabar de outra forma a não ser da mais óbvia: Ivetinha pulando em cima do trio e gritando “tira o pé do chão galera!”
PS: acho que a musa do axé fez alguma intervenção cirúrgica nas bochechas, me lembrou um pouco a Gretchen ou o Fofão, sei lá.
Eu também tive um futuro promissor

Ontem foi dia de concurso público pela prefeitura de Salvador, cerca de 1300 dentistas concorrendo a 30 vagas pro Programa de Saúde da Família (40hs semanais em postos de saúde de comunidades carentes e salário em torno de 4 mil reais brutos) provavelmente deixaram de ser românticos (assim como eu) e atualmente sonham com uma carreira no funcionalismo público. O local da prova não poderia ser mais deprimente, uma escola pública localizada na Avenida Bonocô, pra quem não conhece é uma espécie de faixa de gaza de passagem, ou uma Candeias Highway. Lá a temperatura deve permanecer em torno dos 50° centígrados na sombra, aliás, lá não tem sombra, é um vale de concreto hostil e inóspito. Os portões só abriam às 13h30min e os candidatos que chegaram antes se espremiam no muro da escola, praticamente colados no paredão, tentando aproveitar a única sombra do local, a do próprio muro.Quando os portões se abriram aquela multidão de dentistas suados e ofegantes de todas as idades e espécies entraram como se fossem fazer a prova do vestibular, fiquei impressionada com a quantidade de dentistas que provavelmente estavam na merda, assim como a minha pessoa, e almejavam uma vaga no PSF.Porém o que mais me deixou surpresa foi rever alguns colegas contemporâneos, com mais de 10 anos de formados, ali, com aquela cara de: é... Eu também fracassei. E o detalhe maior foi reconhecer três das mais arrogantes e peruas da faculdade inteira, sentadas ao meu lado, prontas para iniciar um processo seletivo em pleno domingão de sol, na Bonocô! Logo elas que já tinham uma carreira brilhante pela frente! Já tinham consultório montado em bairro nobre da cidade antes mesmo de se formarem, tinham pós-graduação em Odontopediatria paga em São Paulo e nem gostavam das aulas de saúde coletiva, achavam um nojo aquela coisa de prevenção, saneamento básico, pobreza... Estavam sempre muito ocupadas com a comissão de formatura, afinal escolher a cor e o modelo do vestido de gala requer muita responsabilidade. Contudo, onze anos depois estavam lá, também suadas e ansiosas em trabalhar 8 horas por dia em alguma favela da cidade.Fiquei observando as três, uma me deu tchauzinho com um sorriso amarelo, outra parece, ou fingiu, não ter me reconhecido e a outra, a arrogante Mor (que na fase acadêmica parecia flutuar de tanta vaidade) se escondeu quando me viu, achei graça, tive que segurar o riso. Confesso que senti uma certa alegria com aquela situação. Me deu vontade de perguntar: : ô fia! Cadê a pose? Quebrou o salto?Depois senti um pouco de pena, só um pouco, uma pena momentânea e rápida, depois achei bem feito. Percebi que o ar de superioridade de outrora tinha sumido, o glamour tinha desaparecido naquela sala feia e calorenta da periferia. Agora havia um ranço de frustração e mágoa carregando sua fisionomia.Pois é caros colegas odontólogos, eu também tive um futuro promissor!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Uma estranha realidade

Já tinha ouvido falar da União do Vegetal, uma religião semelhante ao Santo Daime, ambos bebem uma mistura de ervas e cipós que dão origem ao chá Oaska. Bebida sagrada que, segundo seus seguidores abre a percepção e proporciona uma viagem interior mais potente que qualquer terapia, uma espécie de Freud líquido. Durante essa viagem Astral os mais sortudos podem até encontrar algumas personalidades divinas, como Nossa Senhora, Sant’Ana (avó de Jesus) entre outros. Quem sabe não era minha oportunidade de perguntar a Deus se realmente cuspi na Santa Ceia?
Não tinha nada a perder, meu único medo era ficar muito alucinada a ponto de não ir com a minha própria cara quando me encontrasse tête-à-tête, pois sou implicante e implicar comigo mesma só iria piorar meu estado depressivo. Outra coisa que não gostaria que acontecesse eram os vômitos, comuns durante as sessões.
Tomei coragem, queria ir a fundo ao meu subconsciente e me livrar dessa insatisfação crônica que me persegue ao longo da vida. Feitos todos os trâmites necessários ao meu ingresso no Núcleo (nome dado ao local das reuniões) fui para minha primeira sessão na União do Vegetal. Confesso que antes de sair de casa pensei em tomar um Plasil, pra evitar náuseas e vômitos, mas desisti, diz que faz parte do processo de cura, você vomita e literalmente põe pra fora todo o mal.
Iniciada a sessão, chá devidamente deglutido, todos em seus locais, prontos para uma viagem divina. Sentamos nas nossas cadeiras que ficam dispostas em forma de círculo com uma grande mesa retangular no centro. Sentado a essa mesa, estava o Mestre que é quem conduz a sessão. Nesse dia em especial o Guru era um visitante de outro núcleo, veio de longe com a família, do sertão de Pernambuco. Pois bem, começou a tocar músicas, até agradáveis, parecia um tipo de música Andina, depois tocou forró, e outras que não me lembro mais. Minha prima, a responsável por me levar lá, já uma associada assídua, sentou-se ao meu lado, ela tinha a função de me ajudar, caso precisasse.
Quarenta minutos se passaram e comecei a ouvir urros de gente vomitando, um horror. Muitas pessoas vomitando. Pensei: já deve estar batendo onda. Abri os olhos e percebi que estava um pouco tonta. Nada mais. De repente o Mestre se levantou e foi perguntando: está tudo bem? Tem borracheira? (borracheira é o que eles chamam a espécie de transe, ou alucinação). É de luz?
Eu disse que não tive borracheira, me mandaram elevar meu pensamento ao mestre. Fechei os olhos e tentei me concentrar, nada, branco, barulho de vômito, não conseguia elevar meu pensamento. Só me restou assistir aquilo tudo sóbria, de cara! O que vi não tinha nada de divino, as pessoas perguntavam questões sem sentido, pelo menos pra mim que não estava com o pensamento suficientemente elevado. O Mestre, aquele cabra da peste da caatinga, sem nenhuma instrução tinha que ter uma resposta pra tudo. Afinal ele é o Mestre.
-Mestre, posso fazer uma pergunta?
-Sim.
-Mestre o que é consciência?
-Como o nome já diz: cons-ci-ên-cia, consciência!
De repente outro sem noção pedia licença para uma nova pergunta:
-Mestre o que é estrela cadente?
-Estrela cadente... (pausa de 2 minutos) uns chamam assim... (pausa de 3 minutos) outros não.
Quando eu pensei que essa fosse a resposta definitiva, depois de uns 5 minutos o mestre respondeu:
-É um espírito de luz chegando à Terra.
É, foram quatro longas horas assistindo aquele ritual sem pé nem cabeça, oh fuck! Precisava elevar meu pensamento! Mas só vinham pensamentos práticos, tipo: amanhã vou à praia, depois preciso estudar um pouco, talvez cinema à noite... Cadê Nossa Senhora? E meu Ego, meu Alter ego?
No final de tudo, à meia noite, tudo acabado, o baile encerrado... Rolaram uns comes e bebes (nada alcoólico, lógico) percebi que tinham vomitado no meu tênis da New Order que eu adoro! Merda, mil vezes merda! Minha prima me perguntou: e aí, gostou? Eu respondi: achei o mestre burro pra caralho.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Quem é esse Millôr Fernandes?

De repente uma colega que estava sentada ao meu lado virou pra mim e perguntou: quem é esse Millôr Fernandes? Que idiota!
O inferno é aqui

Depois de quase um ano trabalhando no sertão nordestino, no Programa de Saúde da Família, tratando de pessoas necessitadas e outras nem tanto, resolvi voltar para a civilização, cansei das longas viagens pra casa nos finais de semana, cansei da mesmice redundante e do tempo quase parado e quente do sertão. Precisava respirar a maresia novamente, ver gente hidratada e me livrar daquelas rachaduras nos pés que adquiri ao longo dos oito meses no sertão da Chapada Diamantina.
Consegui um emprego em Candeias, na região metropolitana de Salvador a vantagem era estar perto de casa, e a clínica parecia um bom lugar pra se trabalhar, além de rolar muita grana por ser uma região petrolífera.
Com o passar dos dias fui percebendo que a cidade era estranha, ou melhor, medonha. Ladeiras intermináveis, suas casas ordinárias, mal acabadas. Todas elas, sem exceção, tinham tijolos aparentes, ou uma laje exposta com seus vergalhões apontando para o céu.
À medida que o tempo foi passando fui criando uma espécie de ódio pela cidade, aquilo não poderia ser uma cidade de verdade. Comecei a achar que fosse uma cidade cenográfica de alguma novela do Agnaldo Silva, e eu estava ali fazendo uma figuração. Só faltava o chato do Antônio Fagundes comandando aquele caos, com a ajuda do Lázaro Ramos, claro.
A poluição sonora da cidade é singular, isso sem falar no calor dos infernos, nada diferente do sertão. A galera adora um alto-falante, as propagandas são feitas em carros de som, que lá são sinônimos de trios elétricos, isso mesmo, as ruas estreitas com trios elétricos subindo e descendo anunciando ofertas do comércio. Tem também os carros de som anunciando a morte de algum cidadão candeiense (acho que é esse o nome do infeliz que nasce em Candeias).
Lá se faz uma procissão com o defunto, os familiares, amigos, curiosos e o carro de som, óbvio, narrando os dados do finado. Outro dia quase morro de rir enquanto subia a ladeira em direção à clinica, dei azar, tava rolando a tal procissão. O locutor dizia: morreu essa madrugada o senhor Raimundo, conhecido com Raí, irmão de Neco, marido de Tonha, vizinho de seu Gildásio, pai de Ronildo, também conhecido como Nildão... E assim foi até chegar na encarnação passada do finado.
Falando sério, Candeias só não deve ser pior que a Faixa de Gaza. Todo dia me pergunto: que diabos estou fazendo aqui? Logo eu que aprecio as coisas belas da vida, é muito castigo, só posso ter jogado pedra na cruz, ou cuspido na Santa Ceia.
Ouvi dizer que há muito tempo atrás era um local de tráfico de escravos, que a cidade tem uma energia pesadíssima e hoje o índice de violência também é alto.
Enquanto não encontro uma resposta mística porque eu, uma pessoa com gostos tão refinados, preciso fazer parte daquela instalação Cubista- Dadaísta- Naif desconstruída vou seguindo, queimando meu karma e bolando um jeito de “vazar” pra sempre daquele bueiro.




